Um dia desses, passando por uma das rodovias bem conservadas e repletas de pedágio deste nosso Estado, vi uma cruz enfeitada com flores no canteiro central.
De imediato me lembrei do Sergio Reis e seu Menino da Porteira mas depois fiquei matutando como era curioso esse costume. Todos que são católicos estão acostumados a terem seus entes queridos enterrados em cemitérios sob um cruz. Também é costume lavar e enfeitar o túmulo ao menos no aniversário de morte e no dia dos mortos.
Imagino que esse costume de por uma cruz na estrada no local onde morreu a pessoa seja um resquício do tempo em que uma pessoa que morresse durante uma viajem (que era feita a pé, a cavalo ou carroça) tinha que ser enterrada no próprio local já que não era nada prático carregar um corpo naquelas condições.
Os meios de transporte evoluiram e as estradas também, mas o costume ficou. Curioso, porque as pessoas não são mais, obviamente, enterradas na estrada, mas transladadas para um hospital, ou necrotério, para depois serem liberadas e enterradas aonde a família decidir. Mas as cruzes ainda são instaladas, visitadas e enfeitadas.
Ainda bem que esse costume não se aplica a qualquer lugar onde uma pessoa morra. Imagina você ser hospitalizado e seu quarto ter meia dúzia de cruzes?
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