sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Blecaute, apagão ou incidente energético?


Dilma diz que foi blecaute e não apagão.


Alguém sabe a diferença? Blecaute, segundo o Aurélio, significa escurecimento completo. Apagão não está no dicionário, mas pode-se inferir que seja um grande apagar, que o Aurélio define como extinguir a luz. Ou seja, são sinônimos. Então porque a discussão se é blecaute ou apagão? A experiência mostra que quando político começa a explicar que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, é porque está querendo esconder algo muito ruim.


Edison Lobão diz que é caso encerrado, coisa superada. Lula disse que foi incidente energético, Tarso Genro classificou como microincidente.


Em pleno blecaute o ministro Lobão já informava ao Brasil (aquela pequena parcela que tinha energia para ver televisão) que tudo tinha sido causado por chuvas, ventos e raios, de modo que já na manhã seguinte podia afirmar com tranquilidade: caso encerrado, coisa do passado.


Agora veja bem, mais de 48 horas após o apagão (ou seria incidente energético?) não há um único relatório técnico emitido por qualquer órgão ou instituto técnico especificando ou ao menos sugerindo a provável causa do incidente energético (ou seria microincidente?), pelo contrário, o INPE afirma que no momento do microincidente (ou seria blecaute?) os raios caíam a 2 Km de uma das linhas de transmissão e a 10 Km de outra, e com intensidade de 20 kA, e que para desativar uma linha como a de Itaipú seria necessário um raio de pelo menos 100 kA diretamente sobre a linha.


Ou seja, nenhum técnico entendido no assunto se arrisca a dar a causa do apagão, mas os políticos governistas já sabem a causa: raios. Raios que os partam!

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