sábado, 19 de janeiro de 2008

A cruz no estradão


Um dia desses, passando por uma das rodovias bem conservadas e repletas de pedágio deste nosso Estado, vi uma cruz enfeitada com flores no canteiro central.


De imediato me lembrei do Sergio Reis e seu Menino da Porteira mas depois fiquei matutando como era curioso esse costume. Todos que são católicos estão acostumados a terem seus entes queridos enterrados em cemitérios sob um cruz. Também é costume lavar e enfeitar o túmulo ao menos no aniversário de morte e no dia dos mortos.


Imagino que esse costume de por uma cruz na estrada no local onde morreu a pessoa seja um resquício do tempo em que uma pessoa que morresse durante uma viajem (que era feita a pé, a cavalo ou carroça) tinha que ser enterrada no próprio local já que não era nada prático carregar um corpo naquelas condições.


Os meios de transporte evoluiram e as estradas também, mas o costume ficou. Curioso, porque as pessoas não são mais, obviamente, enterradas na estrada, mas transladadas para um hospital, ou necrotério, para depois serem liberadas e enterradas aonde a família decidir. Mas as cruzes ainda são instaladas, visitadas e enfeitadas.


Ainda bem que esse costume não se aplica a qualquer lugar onde uma pessoa morra. Imagina você ser hospitalizado e seu quarto ter meia dúzia de cruzes?


sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ano novo, Brasil velho


O ano é novo, mas o Brasil continua o nosso velho conhecido de sempre.


Não demorou muito para o Governo Federal me respaldar. Dia 21 de dezembro, enquanto toda a imprensa elogiava o Lula por prometer que não iria aumentar impostos mas que o governo iria cortar gastos, eu escrevia que não demoraria muito para o governo aumentar os impostos para compensar a perda da CPMF. Logo no dia 2 de janeiro vieram os aumentos.


Depois dessa incrível demonstração de premonição, aproveito para prever que neste ano um artista famoso irá passar desta para melhor, que um novo artista ficará nacionalmente famoso, e que você irá reclamar dos políticos. Mais detalhes sob pagamento ou sob as câmeras do Fantástico.


De resto, como você deve ter notado, tudo continua igual. As notícias de fim-de-ano e de ano-novo parecem até reprise dos anos anteriores:
  • milhares de pessoas nas praias no reveillon
  • toneladas de fogos de artifício queimadas
  • milhares de carros congestionando as estradas que vão para e voltam do litoral
  • centenas de acidentes nas estradas
  • centenas de mortos e muitos mais feridos
  • começa o novo Big Brother: quer dar uma espiadinha? Pelo menos a Globo podia variar a chamada, né?
A única real novidade para este ano é que vai ser um ano mais longo que 2007, não só por ser bissexto mas também porque o carnaval é mais cedo e como o Brasil só anda depois do carnaval, este ano trabalharemos mais. Pelas minhas contas 16 dias a mais.