quarta-feira, 10 de março de 2010

Lula, dois pesos e duas medidas

Como de costume nosso querido presidente Lula é totalmente parcial no tratamento de amigos.


Pressionado para falar em favor dos dissidentes cubanos que estão presos simplesmente por fazerem oposição ao regime assassino dos irmãos Castro, Lula declarou que "Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba".


Ora, no caso da confusão e tentativa de golpe em Honduras pelo Sr. Zelaya, que foi deposto de forma legal em respeito à legislação hondurenha, Lula não só fez de tudo para que o golpista Zelaya fosse levado de volta ao poder, desrespeitando as leis e a soberania hondurenhas, desrespeitando também as leis brasileiras que determinam que nosso governo não pode se intrometer na política interna de outros países, como também, de forma totalmente ilegal pelas leis brasileiras, deu abrigo ao golpista em nossa embaixada, que passou a ser usada como palanque político e plataforma para incitação de uma guerra civil em Honduras.


Lula está acabando com a reputação internacional brasileira de um país moderado e moderador erigida ao longo de muitas décadas.


Espero que os governos estrangeiros comecem logo a enxergar quem é o verdadeiro Lula, amante da escória ditatorial (Castro, Chaves, Morales, Ahmadinejad, entre outros) e acabem com essa palhaçada de elegê-lo homem-do-ano disso e daquilo.

terça-feira, 9 de março de 2010

Uma greve contra os pobres

Não sou fã incondicional do Gilberto Dimenstein, mas concordo plenamente com este seu post de hoje:


"A greve decretada pelo sindicato dos professores de São Paulo é uma greve contra os pobres - a sorte do sindicato é que os pobres não sabem disso.


Não vou discutir aqui o pedido de aumento salarial (30%). O problema gritante é que, entre as reivindicações que levaram à decretação da greve, estão o fim das normas que reduziram a falta dos professores (podia-se faltar até 130 dias por ano), o exame para professores temporários, a nota mínima para os concursos, a escola de formação de professores (o novo professor tem de passar num curso de quatro meses antes de dar aulas) e, enfim, o programa que oferece aumento salarial para quem ir bem em provas.


Suponhamos que se decidisse mesmo facilitar o absenteísmo (que já é grande) e reduzir medidas que valorizem o mérito. Quem vai sofrer não é o filho da classe média. Mas o pobre.


Tenho dito aqui que a profissão mais importante de uma sociedade é o professor. Sei que ele vive em permanente tensão, o rendimento é baixo, é vítima de violência. Nada pode ser mais importante do que valorizá-lo. Sei também como a classe é vítima de várias mudanças de secretários - o que ocorre dentro do PSDB em São Paulo.


Mas esse tipo de reivindicação contra o mérito não melhora a imagem do professor - é um desserviço que o sindicato faz à categoria."