domingo, 27 de setembro de 2009

Chega de falar de Honduras, vamos ao que interessa


Dá licença?


Eu acho que toda essa discussão sobre a atuação de Lula e Amorim no caso de Honduras está servindo a um objetivo que ninguém notou. Isso é um bode que o Lula colocou na nossa sala e enquanto toda a imprensa e as "zelites" ficam discutindo o assunto, lá nos fundos, no escurinho da edícula (também conhecida como Congresso Nacional), o Lula está arrochando a PetroSal no fiofó do Brasil.


É claro que a emenda saiu melhor que o soneto, já que até agora Honduras foi o único país que notou que o Brasil está interferindo de forma ilegal em seus assuntos internos. Ou seja, de quebra, o Lula tá dando um show pra platéia nacional e internacional, que está aplaudindo embasbacada.
Nesse caso de Honduras, ou alguém processa o Lula por crime de responsabilidade ou esquece…


Já a PetroSal, esse é o assunto que realmente interessa ao Brasil neste momento e que foi simplesmente esquecido pela imprensa. Se for realmente criada nos moldes definidos pelo governo, nunca antes na história deste país se verá uma estatal gerar tanta corrupção, doações de campanha voluntárias e involuntárias, legais e ilegais. Ou no que vocês acham que vai dar ter um “funcionário público de confiança” tomando conta de uma empresa privada?


Enfim, será que dá pra deixar os coitados dos hondurenhos cuidarem de seus problemas e focar no que interessa a nós?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Precisamos limpar o Congresso para limpar o país


Temos que nos conscientizar que os políticos legislam em causa própria e que a classe política está tão infiltrada de maus elementos que parece impossível que uma reforma política moralizadora venha a ser aprovada.


Na semana passada assitimos a mais um episódio de ligeireza no Legislativo quando o assunto é caro aos próprios políticos: em menos de vinte e quatro horas a “reforma política” saiu do Senado, voltou à Câmara e foi aprovada com a exclusão (alguém tinha dúvidas?) da clausula que impedia os “ficha-sujas” de serem elegíveis.


Acredito que, mais do que nunca, o país passa por um momento político em que é preciso a manifestação ativa da sociedade esclarecida para ajudar a expurgar da classe política aqueles que não representam o povo honesto e trabalhador.


Após o fim da ditadura, a imprensa muito se fortaleceu e, graças a sua corrente investigativa, a quantidade de denúncias de corrupção e de negociatas aumentou tremendamente nos últimos anos, porém isso de pouco vai adiantar se a sociedade não fizer a sua parte, filtrando os maus políticos, excluíndo-os da política pela simples falta de votos.


No entanto a inelegibilidade dos "ficha-sujas" não precisa estar necessariamente na lei, ela pode ser praticada pela sociedade, que tem a prerrogativa de escolher seus representantes, por isso é tão importante a participação ativa dos esclarecidos na divulgação dos "fichas-sujas" e, mais importante ainda, no esclarecimento à população da importância de não dar-lhes votos.


Em 2010 teremos eleições para o Congresso: convoco a todos a trabalharem ativamente para divulgar as listas de "fichas-sujas" e a fazer campanha contra sua eleição. Quem sabe já na próxima legislatura teremos a possibilidade de aprovar leis moralizadoras.